Aves migratórias

Tesourinha

O Pantanal recebe muitas aves migratórias, fugindo muitas vezes do inverno da sua terra de origem. São muitas espécies de aves migratórias que visitam o Pantanal, espécies dos hemisférios Norte e Sul. A maioria das aves vem suprir a necessidade de dar continuidade ao ciclo da vida, elas acabam vindo parar por aqui onde encontram um ambiente bastante farto em alimento.

Boa parte dessas aves são aquáticas, devido ao ciclo das águas no Pantanal. Algumas espécies chamam a atenção, devido à sua beleza e à facilidade de serem avistadas, como a águia pescadora, o maçarico solitário e o verão .

Há também as espécies nômades que migram no Pantanal, conforme a subida e descida das águas, como é o caso da cegonha cabeça-seca, das marrecas e do tesourinha.

Formação de Cegonhas Cabeça-seca em migração.
Maçarico-solítário à beira de uma baía.
Verão, um papa-mosca migratório.

Trabalho de gado no Pantanal

Em Novembro há trabalho de gado no Pantanal e no Refúgio Ecológico Caiman.

Como a fazenda é grande, o trabalho é feito por etapas. A primeira é trazer o gado para o mangueiro (curral), separar os bois por lotes, conforme idade, peso e outras características. O trabalho de gado dura de dois a três meses e em um dia bem trabalhado é possível manejar duas mil cabeças.

Trabalho de gado na Caiman

Com uma equipe experiente e muito eficiente, formada por mais ou menos 10 pessoas, o capataz é o responsável pela organização e estabelece funções para os peões. Dois deles têm a função de “embutir” o gado e aplicar um remédio contra a mosca do chifre. No brete há dois vacinadores com três tipos de vacinas, Febre Aftosa, Raiva e Vermífugo, há também outro peão recarregando as pistolas de vacina.

O “rabejador” corta os cabelos da ponta do rabo do gado, facilitando a identificação dos bois já vacinados. No portão de saída fica um peão para separar o gado conforme peso e tamanho com o auxílio de outro peão, que recebe as informações e abre os outros portões seguintes. O técnico anota o n° do brinco do gado para poder registrar quais e quando foram aplicadas as vacinas, além deles todo esse trabalho é coordenado por um médico veterinário e pelo administrador da fazenda.

Veja o vídeo abaixo.

Expedição RPPN

A expedição foi uma aventura que nos mostrou realmente a grandeza da RPPN Dona Aracy.

Com o objetivo de conhecer melhor a RPPN e levantar informações importantes ao desenho do Zoneamento da reserva para o Plano de Manejo, durante setembro foram feitas diversas expedições à essa enorme área conservada.

Pela Vazante do Cervo no limite sul até encontrar com o Córrego Agachi, a equipe da RPPN fez longas e duras caminhadas. Por esse caminho, fomos a pé em uma área com grama alta, arbustos e árvores esparsas. A caminhada de 6 horas nos mostrou as várias diferenças de vegetação e relevo, em um caminho com terreno irregular, o que dificultou muito o trajeto, clima seco e quente de setembro, mas nos presenteou com uma bela onça-pintada.

VAZANTE DO CERVO

Um ambiente natural sem qualquer tipo de alteração causada pelo homem é realmente muito belo. Grande área do Pantanal de vegetação original.

Tivemos um melhor progresso a cavalo, mas como foi cansativo para a nós a pé, também foi para os cavalos. Foram 9 km a cavalo em um passo rápido até a entrada da RPPN, e mais 10 km dentro da área. Os cavalos nos proporcionaram uma ótima visão das áreas por onde passamos, devido a altura que estávamos, ajudando bastante em nossa orientação.

Mas foram nas últimas visitas que realizamos nosso objetivo maior: atravessar por completo em um dia a RPPN Dona Aracy. Com a ajuda de dois quadriciclos e um navegador GPS, conseguimos em fim chegar no Córrego Agachi depois de seis horas, pois a vegetação densa na borda da vazante e os labirintos de capões de mata criados pela natureza construíam barreiras difíceis de ultrapassar.

Slide Show

Expedição RPPN

Mas a riqueza e beleza do Córrego são encantadoras, com muitas aves ainda brigando pela água escassa e peixes lutando para sobreviver em poças quase secas. Isso tudo com um bonito fundo verde da vegetação, diferente de toda a fazenda que nessa época apresenta a típica paisagem pantaneira seca e marrom de setembro.

Exploramos as matas ciliares do córrego já bem seco até a distante entrada leste da RPPN, em um total de 9 horas de expedição nesse dia, mas fomos recompensados pela bela paisagem da RPPN com muita água na área de menor altitude e mais uma avistagem de uma onça-pintada. Dessa vez, muito rapidamente bem na frente de nossos quadriciclos ela tomou seu rumo dentro da mata fechada.