O Pantaneiro e a Cheia Histórica de 2011

A cultura pantaneira baseada na pecuária protege o Pantanal há mais de 200 anos. Aprender isso é primordial para entender que, quando se fala em conservação do meio-ambiente, o equilíbrio é fundamental e não há necessidade de radicalismos.

O homem e a natureza.

Na prática foi possível comprovar essa afirmação durante a Cheia Histórica de 2011. A experiência de manejo de gado do homem pantaneiro foi o que determinou a saúde e a sobrevivência do gado durante as adversidades dessa estação. Com muita destreza, há alguns meses, lotes de gado foram retirados das áreas mais baixas da fazenda. A sabedoria do homem pantaneiro percebe os sinais que a natureza nos dá, fazendo com que a cultura local respeite a vontade e força do meio-ambiente.

A tomada de decisão do Gerente da fazenda foi fundamental no sucesso.

Antes que as águas subissem a níveis preocupantes para o gado, o Refúgio Ecológico Caiman manejou seus bois rapidamente pelos campos da fazenda e, quando a cheia se mostrou como nunca vista antes, os peões já estavam finalizando o transporte dos últimos lotes.

O conhecimento do homem pantaneiro protege o gado e o Pantanal, o bioma mais bem conservado do Brasil, pois não há necessidade de desmatamento para se manter a pecuária, com a utilização de pastos nativos em associação com pastos exóticos. Com apenas a troca da grama, as Matas de Cordilheira e os Capões são protegidos, a fauna se mantém em todos os habitats do Pantanal e a família pantaneira vive entre onças, piúvas, bois, araras, festas de laço e jacarés, tornando real alguns passos rumo à sustentabilidade.

O gado pelos campos alagados do Refúgio Ecológico Caiman.

Autor: Helder (gestor ambiental)