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Laco-Comprido


Em julho de 2011 o Refúgio Ecológico Caiman realizou a 18a Festa do Laço, um evento que expressa a cultura pantaneira e reafirma anualmente a importância dessa cultura, celebrada pela comunidade da região e demonstrada a todos os visitantes.

O momento da laçada.

São mais de 30 equipes de peões vindas de diversas fazendas da região que apreciam por 3 dias os costumes e tradições do peão pantaneiro, danças e comidas típicas, como o arroz carreteiro e o famoso churrasco do Pantanal. As equipes são formadas por 5 peões e ganha a equipe que fizer mais “armadas” positivas, nome de cada tentativa de jogar o laço ao redor dos chifres do boi.

Além do laço comprido, ocorre a disputada dança da cadeira, onde os participantes devem trotar com seus cavalos em torno de uma roda de cadeiras até a música parar, momento que devem descer dos cavalos e escolher uma cadeira. No segundo dia, as provas de baliza e tambor durante a tarde dão lugar ao baile e à dança de quadrilha ao anoitecer.

Dança de quadrilha

Aliada à tradição cultural, a conservação do meio ambiente ganha mais espaço a cada ano na Festa do Laço. Em 2011, visitantes notáveis estavam presentes, como o prefeito da cidade de Miranda e o governador do estado de Mato Grosso do Sul, além dos representantes das ong’s SOS Mata Atlântica e SOS Pantanal. Nesse contexto, foi lançada a Expedição Pantanal, que mapeará iniciativas que promovam a sustentabilidade da região e as boas práticas ambientais, sociais e econômicas, avaliando e apresentando essas iniciativas à sociedade. São diversas viagens organizadas pela SOS Pantanal, instituto com a missão de promover e informar o diálogo de sustentabilidade no Pantanal. Foi com grande orgulho que o Refúgio Ecológico Caiman serviu como palco para esses eventos entrarem em cena.

Autor: Helder (gestor ambiental)

Fotos: Tiago Degaspari

Peao


A cultura pantaneira baseada na pecuária protege o Pantanal há mais de 200 anos. Aprender isso é primordial para entender que, quando se fala em conservação do meio-ambiente, o equilíbrio é fundamental e não há necessidade de radicalismos.

O homem e a natureza.

Na prática foi possível comprovar essa afirmação durante a Cheia Histórica de 2011. A experiência de manejo de gado do homem pantaneiro foi o que determinou a saúde e a sobrevivência do gado durante as adversidades dessa estação. Com muita destreza, há alguns meses, lotes de gado foram retirados das áreas mais baixas da fazenda. A sabedoria do homem pantaneiro percebe os sinais que a natureza nos dá, fazendo com que a cultura local respeite a vontade e força do meio-ambiente.

A tomada de decisão do Gerente da fazenda foi fundamental no sucesso.

Antes que as águas subissem a níveis preocupantes para o gado, o Refúgio Ecológico Caiman manejou seus bois rapidamente pelos campos da fazenda e, quando a cheia se mostrou como nunca vista antes, os peões já estavam finalizando o transporte dos últimos lotes.

O conhecimento do homem pantaneiro protege o gado e o Pantanal, o bioma mais bem conservado do Brasil, pois não há necessidade de desmatamento para se manter a pecuária, com a utilização de pastos nativos em associação com pastos exóticos. Com apenas a troca da grama, as Matas de Cordilheira e os Capões são protegidos, a fauna se mantém em todos os habitats do Pantanal e a família pantaneira vive entre onças, piúvas, bois, araras, festas de laço e jacarés, tornando real alguns passos rumo à sustentabilidade.

O gado pelos campos alagados do Refúgio Ecológico Caiman.

Autor: Helder (gestor ambiental)

Pousada-Baiazinha


Na manhã de 4 de março de 2011, a paisagem pantaneira mudou. Da noite para o dia, estradas começaram a sumir sob as águas do Pantanal, as capivaras se espremendo em locais secos e as aves aquáticas foram se aproximando das pousadas. Nuvens escuras e chuvas intensas traziam cada vez mais água para a planície.

O acesso à Pousada Baiazinha era somente com trator.

A cada minuto, o nível das águas subia rapidamente, o espelho d’água embelezava a paisagem, as plantas aquáticas flutuavam às portas das pousadas e o número de aves migratórias aumentava com a chegada dos trinta-réis e talha-mares. Era uma visão linda e impressionante, um evento inédito até aos mais antigos pantaneiros da área. Era uma Estação Cheia histórica.

As estradas se curvavam diante da exuberante Cheia.

As estações no Pantanal representam uma constante e cíclica renovação de vida ao ecossistema, transformando campos abertos em uma grande reserva natural de alimento, conectando lagoas a quilômetros de distância, fertilizando o solo e povoando áreas extensas com várias espécies de peixes. Enquanto isso ocorre, os animais terrestres vão movendo-se para áreas secas, mas essa incrível cheia foi uma surpresa aos animais também. Queixadas correndo para se salvar, macacos isolados em árvores solitárias nas campinas e onças deitadas em grandes árvores.

O Galpão dos peões sumia entre os camalotes trazidos pela correnteza.

No começo da tarde daquele dia, quase todas as estradas e pontes já pareciam rios, as cercas e os portões lutavam para se manter em pé e a força da correnteza batia nas paredes das pousadas. Esse cenário se manteve por quase 10 dias.

O espelho d'água afogava cercas e portões.

A chance de presenciar esse acontecimento foi um privilégio e cria no coração um prazer cada vez maior de ter escolhido o Pantanal como lar.

O Centro de Interpretação Ambiental da RPPN Dona Aracy.

O Caminho ao trabalho.

Autor: Helder (gestor ambiental)

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