O trabalho com o gado
deu origem a uma riquíssima
cultura regional, mestiça
da portuguesa, da indígena e
da paraguaia.
O trabalho com o gado bovino, introduzido
na região há mais de duzentos anos, é a principal atividade econômica do Pantanal, facilitada pelas vastas pastagens naturais e pela água levemente salgada, ideal para estes animais.
Esta atividade marcou profundamente a paisagem, os costumes e a alma do homem pantaneiro, dando origem a uma riquíssima cultura regional, mestiça da portuguesa, da indígena e da paraguaia.
São comuns na região as competições de laço, as rodas de tereré e as comitivas de gado,
em que peões conduzem boiadas de milhares de cabeças pelo Pantanal, tendo no cavalo uma extensão do corpo.
Ao som das violas regionais, histórias da onça ou de assombrações alegram as noites em volta da fogueira, fartas em churrasco de gado ou de peixes da água doce.
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QUEBRA TORTO
É o primeiro alimento do dia do peão pantaneiro, consumido
antes de começar a lida com o gado. Altamente energético,
consiste normalmente em café com pão e arroz carreteiro,
entre outros alimentos.
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RODAS DE TERERÉ
O tereré é um chá gelado, feito com folhas verdes da erva-mate, árvore característica do centro-oeste do Brasil. É bebido em guampas, típico copo comprido, feito de chifre de boi. O tereré é tomado
a qualquer momento, mas especialmente ao fim da tarde,
em rodas de conversa entre peões, amigos ou famílias.
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FESTA DO LAÇO
Um dos mais importantes eventos da cultura pantaneira,
a Festa do Laço é promovida em datas diferentes por diversas fazendas da região. Reúne peões que, vestidos a caráter, participam
de competições de laço e rodas de violeiros, entre outras atrações.
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CHURRASCO PANTANEIRO
O churrasco é um dos pratos mais tradicionais do Pantanal.
Ele consiste em grandes peças de carne bovina em diversos
cortes, servidas pelos campeiros em longos espetos de madeira. Também é comum o churrasco com peixes da água doce típicos
da região, como o pacú e o pintado.
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“Moro no Pantanal desde que nasci, e gosto daqui
pela paz e beleza que a natureza oferece. Morar em fazenda nos traz uma boa segurança, temos custos de vida baixos
e uma excelente qualidade de vida, bem superior de quando
se mora na cidade.”
Disnei de Souza, guia de campo, 25 anos
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