Ciclo Sustentável: Pecuária, Ecoturismo e Geração de conhecimento

A pecuária faz parte do modo de vida pantaneiro. É o negócio que sustenta a propriedade e garante o progresso da região. As técnicas de manejo de gado e da natureza remontam a uma tradição de mais de 250 anos e protegem os pulsos de inundação entre as estações de seca e cheia. Não é por acaso que o Pantanal é o bioma mais bem conservado do Brasil na atualidade, com 80% de sua cobertura vegetal preservada. O costume do pantaneiro é respeitar o ambiente em que vive e dessa cultura nasceram práticas ambientais, sociais e de manejo nas quais a sustentabilidade está integrada.

Aumenta a produtividade e gera menos impacto

Em razão das riquezas naturais da região, é possível desenvolver novas atividades como o ecoturismo e a pesquisa, que formam o ciclo sustentável da Caiman. O ecoturismo contribui de muitas maneiras positivas ao criar um empreendimento, já que oferece novas oportunidades de emprego, aumenta a qualidade de vida dos pantaneiros e valoriza o Pantanal, seu povo e tradições. Já a geração de conhecimento é de grande valor na busca da compreensão e manutenção da biodiversidade local e no entendimento de como ela pode trazer novas maneiras de desenvolver e promover o Pantanal. Trabalhar a visibilidade do bioma para o mundo e fortalecer a relação entre o conhecimento, a pecuária e o ecoturismo é um desafio recorrente e gratificante para a Caiman, com muitos resultados positivos e que motivam cada vez mais a grandeza dos projetos envolvidos.

 

Refúgio Ecológico Caiman é o nome que o atual proprietário encontrou para melhor reunir as suas iniciativas em prol da conservação e do progresso da região. O Refúgio designa a propriedade aonde estão localizadas as suas três principais iniciativas: pecuária extensiva de corte, ecoturismo e geração de conhecimento e preservação do Pantanal. Nesse mesmo espaço de quase 53 mil hectares convivem em perfeita harmonia essas três atividades, procurando demonstrar a viabilidade de se aliar conservação e progresso com respeito à natureza, adaptando as iniciativas ao Pantanal e o seu ciclo natural, respeitando as culturas e as tradições dos seus habitantes e promovendo novas ideias de como desenvolver e levar o progresso à região. Um verdadeiro laboratório natural e social é o que melhor exprime a criação do Refúgio Ecológico Caiman.

Pecuária

A Caiman faz parte das raízes pantaneiras

A Miranda Estância foi fundada em 1912 como fazenda de criação de gado tradicional. Propriedade de investidores ingleses e com uma história rica, a fazenda se dedicou à atividade pecuária por mais de 70 anos e a maior parte dela ainda está conservada.

Em 1985 se iniciou o sonho do atual proprietário de conservar a riqueza da paisagem pantaneira e proporcionar a mais pessoas a oportunidade de conhecer melhor o Pantanal, transformando-o em destino turístico. Essa proposta levou à criação do Refúgio Ecológico Caiman.

Atualmente, a estância desenvolve a pecuária extensiva de gado de corte, integrada à natureza em campos de pastagem naturais e artificiais.

Ecoturismo

Conforto e vivência no Pantanal Sul-Mato-Grossense

O Refúgio Ecológico Caiman tem como objetivo proporcionar experiência única em um dos principais biomas do Brasil aliada à excelência do serviço, com hospedagem e gastronomia de alto padrão.

A Pousada Caiman foi a primeira operação de ecoturismo no Pantanal sul-mato-grossense. Uma iniciativa autêntica que há mais de 30 anos proporciona aos hóspedes integração com a natureza selvagem do Pantanal e a cultura da região. Sua estrutura de alto nível conta com três opções de pousadas e 26 quartos entre suítes e apartamentos de categorias Standard, Standard Superior e Superior.

Conservação

Apoiamos projetos que fazem a diferença na preservação do bioma e ajudam a entender melhor a natureza

Projeto Onçafari

Esse projeto pioneiro promove a conservação no Pantanal através de um safári fotográfico diferente, onde os animais não perdem suas características selvagens, mas deixam de enxergar os veículos de safári como uma ameaça. Essa iniciativa de ecoturismo responsável proporciona fonte de renda para proprietários e habitantes da região, aliando práticas sustentáveis ao progresso social, desmistificando a onça pintada e promovendo esforços para a sua conservação dentro das propriedades pantaneiras.

www.projetooncafari.com.br

Projeto Projeto Onçafari
Projeto Projeto Arara-Azul

Projeto Arara-Azul

Fundado em 1990 e coordenado pela Dra. Neiva Guedes, da Uniderp, o projeto monitora os ninhos de arara-azul grande para obter dados sobre a espécie. Coube a Dra. Neiva Guedes retirar esse animal da lista de espécies ameaçadas de extinção e promover a recuperação dos números da espécie para todo o Pantanal, tornando a ave um símbolo da resistência pantaneira.

www.projetoararaazul.org.br

Projeto Papagaio-Verdadeiro

Coordenado pela zootecnista Gláucia Seixas, Mestre em Ecologia e Conservação, o projeto busca e divulga informações sobre o Papagaio Verdadeiro desde 1997. Também tem como objetivo criar registros desses pássaros e avaliar o impacto da ação humana na espécie, uma das mais visadas pelo tráfico ilegal de animais.

www.papagaioverdadeiro.wordpress.com

Projeto Projeto Papagaio-Verdadeiro
Reserva Particular do Patrimônio Natural D. Aracy

Reserva Particular do Patrimônio Natural D. Aracy

Área protegida de 5,6 mil hectares que corresponde a mais de 10% da área do refúgio

Criada em 2004, a Reserva Particular do Patrimônio Natural Dona Aracy corresponde a mais de um décimo do território da Caiman. Por enquanto, inacessível a visitantes, a reserva natural teve sua área escolhida com auxílio de pesquisadores da USP e comporta 5,6 mil hectares cercados e isolados do gado. São diferentes tipos de habitats protegidos nessa área, onde a fauna e a flora se espalham por cerradões, campinas, carandazais, cerrados baixos, vazantes, corixos, capões e cordilheiras.

O que é uma RPPN

A Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN) é uma categoria de Unidade de Conservação reconhecida pelo governo brasileiro. Seu objetivo foi o de promover a criação de áreas protegidas através da iniciativa dos proprietários particulares. Tal iniciativa é um ato voluntário de pessoas físicas ou jurídicas proprietárias de imóveis rurais ou urbanos que demonstram um potencial para a conservação da natureza. Uma vez criada, embora o direito de propriedade se mantenha, a área designada como RPPN não pode ter o seu uso (preservação) alterado e o status da RPPN é perpétuo.